Data:01/05/2020 - Professora: Gilda Mendes - Disciplina: História - Conteúdo: Governo Geral, Cana-de-açúcar

Bom dia! Queridos alunos nesta aula vamos dar continuidade ao conteúdo Colonização do Brasil , as mais importantes. Divide o conteúdo em duas partes, nesta aula estudaremos sobre: GOVERNO GERAL, O INÍCIO DA ESCRAVIDÃO, O INÍCIO DOS ENGENHOS. Leiam atentamente os textos, observem o vídeo, COPIEM SOMENTE AS ATIVIDADES NO CADERNO, COM LETRAS LEGÍVEIS, COLOQUEM NOME E SÉRIE.

O Governo-Geral






















Como as capitanias não haviam cumprido o papel que Coroa portuguesa deseja, voltava-se ao problema inicial: a necessidade de ocupar e defender a terra e fazê-la dar lucro. Com esse objetivo , a Coroa criou, em 1548, o cargo de governador geral. Era uma espécie de representante do rei na colônia, colocado acimado dos donatários, e sua ação estava regulamentava por um regimento. A sede do Governo-Geral foi estabelecida em 1549 na capitania da Bahia, comprado aos donatários.
Com a instituição do Governo-Geral, a administração colonial acabou ficando centralizada, em prejuízo do poder quase sem limites dos donatários.
Os três primeiros governadores-gerais foram Tomé de Sousa, Duarte da Costa e Mem de Sá.
Tomé de Sousa distribuiu terras e implementou a pecuária e a lavoura açucareira na região da Bahia. Mandou vir escravos africanos, que começaram a chegar por aqui no segundo ano de seu governo. Para capital da colônia, ergueu Salvador, que recebeu foros da cidade. Visitou outras capitanias, mas não conseguiu entrar em Pernambuco, porque o donatário, Duarte Coelho, não aceitou a presença de outra autoridade em seus domínios. Esse fato mostra o quanto os capitães donatários ainda dispunham de poder nesse período.
Com Tomé de Sousa vieram os primeiros jesuítas que, chefiados por Manuel da Nóbrega, iriam se dedicar à catequese dos índios e ao ensino na colônia. Em 1551. Instituiu-se o primeiro bispado em terras brasileiras, e dom Pero Fernandes Sardinha foi nomeado bispo. Era um passo importante para consolidar e unir os poderes político e religioso na estrutura administrativa da colônia portuguesa.


Imagem: Reprodução

O segundo governador-geral, Duarte Costa, assumiu a administração em 1553. Seu governo foi prejudicado pelos conflitos que colocaram jesuítas, bispo, colonos e próprio governador uns contra os outros. Os jesuítas querendo impedir a escravização dos índios, entraram em choque com os colonos, Por sua vez, dom Pero Fernandes Sardinha criticava a tolerância dos jesuítas em relação aos costumes indígenas (nudez, por exemplo) e também censurava os hábitos desregrados dos colonos.
O sucessor de Duarte da Costa, Mem de Sá, ficou no cargo de 1558 a 1572. Mem de Sá impulsionou a colonização, restabelecendo e consolidando a autoridade real na colônia. Uma de suas primeira atitudes foi combater os índios caetés, que sofreram uma perseguição implacável. Em 1567, o governador conseguiu expulsar os franceses da região da baia de Guanabara, onde seu sobrinho Estácio de Sá havia fundado o povoado de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1565.

Vilas e cidades

Desde que Martim Afonso de Sousa fundou São Vicente, em 1532, outras vilas se formaram na colônia. As primeiras surgiram no litoral. São Paulo, por exemplo, fundada em 1554, foi durante muito tempo a única vila do interior.

Fundar uma vila significava:
  • Erguer um pelourinho (uma coluna de madeira ou de pedra), local onde se aplicava penas físicas principalmente aos escravos e símbolos da autoridade real
  • Construir uma cadeia
  • Instalar órgãos de cobrança de impostos
  • Promover o povoamento
  • Nomear funcionários
  • Criar uma Câmara Municipal
A Câmara constituía o órgão de administração local. Na prática, se tornou num instrumento de poder dos homens ricos que por muito tempo, desafiaram a autoridade dos funcionários nomeados pela Coroa.
AS CÂMARAS MUNICIPAIS
Os administradores das vilas, povoados e cidades reuniam-se na Câmaras Municipais, que garantiam a participação política dos senhores de terra. As Câmaras Municipais eram compostas por vereadores, chamados "homens bons" ( grandes proprietários de terra e de escravos). A presidência da Câmara ficava a cargo de um juíz.
As Câmaras Municipais representavam o localismo político na luta contra o centralismo administrativo português.
A IGREJA E A COLONIZAÇÃO
A igreja Católica teve um papel de destaque na colonização americana.
Várias ordens religiosas atuaram no Brasil -carmelitas, dominicanos, beneditinos entre outras -com destaque para a Companhia de Jesus, os jesuítas.
A Companhia de Jesus, criada em 1534, por Inácio de Loyola, surgiu no contexto da Contra-Reforma e com o objetivo de consolidar e ampliar a fé católica pela catequese e pela educação.
A ação catequista dos jesuítas na colônia gerou um intenso conflito com os colonos, que queriam escravizar os índios. A existência de um grande número de índios nos aldeamentos de índios - as Missões, atraía a cobiça dos colonos, que destruíam as Missões e vendiam os índios como escravos.
A Companhia de Jesus, pela catequese, não tinha exatamente intensões humanitárias, pois dominavam culturalmente os índios, facilitando sua submissão à colonização e impondo um novo modo de vida. O excedente de produção - realizado pelo trabalho indígena - era comercializado pelos jesuítas. A catequização do índio fortaleceu e incentivou a escravidão negra, pelo tráfico negreiro.



ECONOMIA COLONIAL
A primeira atividade econômica na colônia foi a extração do pau-­brasil ( período pré-colonial ). A extração era efetuada pelos indígenas e em troca do trabalho, os europeus davam produtos manufaturados de baixa qualidade. Esse comércio é chamado de escambo.
A atividade econômica que efetivou a colonização brasileira foi o cultivo da cana-de-açúcar.
EMPRESA AGRÍCOLA COMERCIAL -A CANA-DE-AÇÚCAR
No contexto do antigo Sistema Colonial, o Brasil foi uma colônia de exploração. Sendo assim, a economia colonial brasileira será de caráter complementar e especializada, visando atender às necessidades mercantilistas. A exploração colonial será uma importante fonte de riquezas para os Estados Nacionais da Europa.
Portugal não encontrou, imediatamente, os metais preciosos na área colonial. Para efetivar a posse colonial e exploração da área, a Metrópole instala no Brasil a colonização baseada na lavoura da cana-­de-açúcar com trabalho escravo.
Por que açúcar?
O açúcar era um produto muito procurado na Europa e, além disto, Portugal já tinha uma experiência anterior nas ilhas do Atlântico. Contribuiu também o clima e solo favoráveis na colônia.
Estrutura de produção
Para atender as necessidades do mercado consumidor europeu a produção teria de ser em larga escala, daí a existência do latifúndio (grande propriedade) e do trabalho escravo.
Latifúndio monocultor, escravista e exportador formam a base da economia colonial, também denominado PLANTATION.
As unidades açucareiras agro-exportadoras eram conhecidas por engenhos e estavam assim constituídas:
-terras para o plantio da cana;
-a casa-grande, que era a moradia do proprietário;
-a senzala, que abrigava os escravos;
-uma capela;
-a casa de engenho, onde se concentrava a principal tarefa produtiva de transformação da cana-de-açúcar.
A casa de engenho, por sua vez, era formada pela moenda, onde a cana era esmagada, extraindo-se o caldo; a casa das caldeiras, onde o caldo era engrossado ao fogo e, finalmente, a casa de purgar em que o melaço era colado em formas para secar. O açúcar, em forma de "pães de açúcar" era colocado em caixas de até 750 Kg e enviado para Portugal.
Havia dois tipos de engenhos. Engenhos reais eram aqueles movimentados por força hidráullica; e Engenhos Trapiches -mais comuns -movidos por tração animal. A produção de aguardente, utilizada no escambo de escravos, era realizada pelos "molinetes" ou "engenhocas".
Muitos fazendeiros não possuíam engenhos, sendo obrigados a moer a cana em outro engenho e pagando por isto, eram os chamados senhores obrigados.
Deve-se destacar a intensa participação dos holandeses na atividade açucareira no Brasil. Eram os responsáveis pelo financiamento na montagem do engenho do açúcar, transporte do açúcar para a Europa, refino e sua distribuição




TRÁFICO NEGREIRO
A implantação da escravidão na área colonial serviu de elemento essencial no processo de acumulação de capitais.
Os negros eram capturados na África e conduzidos para o Brasil em navios ( navios negreiros ), chamados de tumbeiros. Quando chegavam ao Brasil era exibidos como mercadorias nos principais portos.
A mão-de-obra africana contribui para a acumulação de capitais no tráfico -como mercadoria; em seguida, como força de trabalho na produção do açúcar.
ATIVIDADES SUBSIDIÁRIAS
O mundo do açúcar será possível graças a existência de outras atividades econômicas que contribuem para a viabilidade da produção açucareira: a pecuária, o tabaco e a agricultura de subsistência.
Pecuária-atividade econômica essencial para a vida colonial. O gado era utilizado como força motriz, transporte e alimentação.
Atividade econômica voltada para atender as necessidades do mercado interno, a pecuária contribuiu para a interiorização colonial e usava o trabalho livre ( o boiadeiro ).
Tabaco-atividade econômica destinada ao escambo com as regiões africanas, onde era trocado por escravos. A principal área de cultivo era a Bahia. A produção do tabaco era realizada com mão-de-­obra escrava.
Lavoura de subsistência-responsável pela produção da alimentação colonial: mandioca e hortaliças. A força de trabalho era livre ( mestiços ).
A economia açucareira entra em crise a partir do século XVIII, dada a concorrência das Antilhas e da produção de açúcar na Europa, a partir da beterraba. No entanto, o açúcar sempre foi importante para a economia portuguesa, obedecendo ciclos de alta e baixa procura no mercado consumidor.

ATIVIDADES

1.Porquê teve início o Governo Geral nas colônias?
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2.Quais foram os primeiros Governadores gerais do Brasil colônia?
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3.Cite as primeiras vilas no Brasil colônia
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4.Explique porquê foi fundada as Câmaras Municipais e qual sua função?
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5.Qual foi a participação da igreja na colonização do Brasil?
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6.De onde os portugueses trouxeram as primeiras mudas de cana-de-açúcar?
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7.Porquê os portugueses decidiram plantar cana-de-açúcar nas colônias?
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8.Qual foi a função dos Jesuítas nas colônias?
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9.Como era organização de um engenho que produzia açúcar?
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10.Os negros foram trazidos para o Brasil para trabalhar onde e como?

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11.Os negros vieram em qual transporte?

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12.Além do açúcar quais as outras atividades econômicas eram desenvolvidas nas colônias?
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13.O que eram as PLANTATIONS?

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Copiem somente as atividades, coloquem nome, série, escreva com letras legíveis, observem as fotos antes de envia-las a mim se está boa e enviem para meu privado.

Fiquem com Deus e até a próxima aula.

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